Parece que uma nova onde de filmes inspirados em jogos eletrônicos deve tomar conta dos estúdios hollywoodianos. Mesmo com a reputação manchada por títulos de qualidade um tanto questionável (em sua maioria de autoria do controverso diretor Uwe Boll — que prometeu largar a profissão se uma petição online alcança-se a marca de 1 milhão de assinaturas), as adaptações para o cinema já conseguiram cravar seu nome entre os grandes filões das bilheterias.Entre as novidades previstas estão filmes dos jogos Prince of Persia, Max Payne, uma nova adaptação de Street Fighter, Tekken, Gears of War, Metal Gear Solid, Halo, Onimusha, Postal e In the Name of the King: A Dungeon Siege Tale (os dois últimos assinados por Uwe Boll).
Há quase trinta anos, os jogos eletrônicos eram simples amontoados de pixels com poucas cores e sons monofônicos. Atualmente, os games aproximaram-se tanto da realidade que foi inevitável o usufruto da linguagem do cinema.
Os jogos eletrônicos não se limitam a meros produtos industriais, pois se revelam como uma nova manifestação artística que poderia servir como uma potencial vitrine para um país de vasta riqueza cultural como o Brasil.
Atualmente, o maior problema do desenvolvimento de jogos é seu elevado custo de produção. Se antes o próprio programador se encarregava da parte gráfica e sonora do jogo, hoje os jogos eletrônicos necessitam de um batalhão de profissionais especializados para serem produzidos. Isso ocorre justamente devido à proximidade dos jogos eletrônicos com o cinema, pois os games utilizam roteiro, animação 3D (computação gráfica), trilha sonora instrumental e cantada, design de figurino e até mesmo atores renomados. Há casos de empresas que contratam atores de Hollywood para protagonizar um jogo e emprestar não só a sua voz ao personagem, mas também o seu corpo. É o caso dos jogos da série Onimusha e Kingdom Hearts. Tamanho investimento tem retorno garantido, já que a indústria de jogos eletrônicos presentemente lucra mais que Hollywood.
A interatividade chegou aos cinemas muito mais envolvente. Depois de ações com bluetooth agora a novidade é o Crowd Gaming. Nesta novidade basta usar os braços para se divertir antes da principal diversão, o filme. A tecnologia é parecida com a do Wii, um sensor de movimentos nas salas de cinema permite que todos os espectadores joguem juntos um game na grande tela do cinema, usando seus corpos como um joystick.
É um videogame ou um filme? Esta é a primeira impressão ao assistir ao trailer da aguardada versão para os cinemas de Speed Racer.
Era de se esperar uma profusão de efeitos especiais. Afinal, a produção é dirigida pelos irmãos Andy e Larry Wachowski, os mesmos da revolucionária trilogia Matrix e do interessante (e mal-interpretado por parte da crítica) V De Vingança.
A trama mostra o interesse de um grande conglomerado industrial – que controla a melhor equipe de corridas e os maiores campeões – por Speed Racer. Mas a equipe familiar preza sua independência, o que causa o ódio de um empresário inescrupuloso, que controla as corridas. Agora, para salvar o negócio da família – e levar o industrialista sujo à justiça -, Speed terá que enfrentar uma das mais perigosas corridas off-road do planeta.
A Marvel e a SEGA mostraram mais imagens do game baseado no filme O Incrível Hulk. As telas abaixo mostram outro dos vilões do jogo, o pouco conhecido Encouraçado (parte de um grupo de super-vilões que adquiriu poderes de maneira semelhante ao Quarteto Fantástico), além do Hulk Vermelho (exclusivo do Xbox 360), que apareceu há poucos meses nos quadrinhos da Marvel. Confira!
Edward Norton, Liv Tyler, Tim Roth, Tim Blake Nelson e William Hurt cederam direitos de uso de suas feições para os personagens do jogo, que sai em 3 de junho para PlayStation 3, Xbox 360, Nintendo Wii, PlayStation 2 e PC.